quinta-feira, 23 de junho de 2011

Education: The PhD factory The world is producing more PhDs than ever before. Is it time to stop?


Acho lindo que a educação tenha se expandido no Mundo, e especialmente no Brasil, mas já venho pensando que expandiu demais a algum tempo. No Brasil, podemos ver todos os dias pessoas dizendo a seguinte frase: "ah, vou tentar conseguir um emprego depois que me formar, se não rolar, vou fazer um mestrado". MUITOS colegas e amigos meus ja me falaram essa frase. Os dados apresentados nesse paper apenas corroboram uma realidade diária dos bate papos profissionais.
 As universidades não estão dando conta de abarcar esses doutores e mestres formados em excesso.Sem falar no numero de idiotas que estão na "ciência". Pessoas essas que não tem a mínima noção do que é ciência, método científico, etcs.
Estava conversando uma POS-DOC aqui em Sampa sobre ciência e etcs, e logo percebi que seu repertório era limitado. Quando falei de método cientifico e de Descartes ela simplesmente me perguntou: "QUEM É ESSE?". Não precisava ter lido o discurso do método (seria ótimo se sim), mas pelo menos saber quem é né??? To sendo exagerado exigindo demais de um cientista doutor???
Para muitos professores, pessoas que encaram a ciência como um trabalho e não como uma filosofia de vida é muito cômodo ter os idiotas em seus grupos de pesquisa. Em especial pesquisa de bancada, pois acredito que em área como humanas esse problema não é tão pronunciado (tendo em vista que o cara precisa estudar, não tem como ficar fazendo experimento).  Já Na ciência experimental o número de trabalhadores da ciência é crescente.
 A fórmula é ótima, ter alunos que trabalhem por suas idéias. Não acho isso ruim, mas poderíamos tratá-los de outra forma e não como estudantes de pós-graduação.
Poderia haver uma contratação de técnicos de bancadas, profissionais, trabalhadores da ciência mesmo e não esses profissionais travestidos de cientistas.
Acredito que seja o momento de começarmos a pensar numa diminuição da oferta de bolsas de PG e um melhoramento dos programas de fomento.
Nós doutorando ganhamos uma miséria! Se eu fosse dar continuidade na minha carreira como professor de pré-vestibular por exemplo, em meus cálculos, não estaria ganhando menos de 3 mil reais hoje. Como doutorando aqui em sampa ganho metade disso. Sem seguro saúde, sem 13º, sem férias, sem FGTS e nenhum outro direito trabalhista.
Ah, mas podem dizer: "mas você não está trabalhando, está recebendo para estudar e está reclamando????".Calma ai cara pálida.... Não posso trabalhar e fazer doutorado com bolsa sabe por quê? Pois sou dedicação exclusiva e não posso ter outra renda, pelo menos de maneira legalizada e não clandestina (como muitos fazem). Se não é trabalho e é estudo, Estaria eu estudando em um internato e não sabia?
Peço aos colegas professores que tem mais poder do que nós alunos para começar a pensar nessas questões e ajudar os estudantes de doutorado e mestrado que realmente  tem a ciência como uma filosofia de vida sentir-se menos desmotivados e desvalorizados, começando a movimentar-se nesse sentido.
Precisamos mudar.

Um comentário:

Anônimo disse...

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