domingo, 13 de Setembro de 2009
Neurônios em Cores
terça-feira, 8 de Setembro de 2009
Apagando memorias aversivas!
Foi publicado essa semana num dos periódicos científicos de maior prestigio internacional, Science, um elegante trabalho que mostra um possível alvo para apagar memórias aversivas. Os grupos de pesquisadores de três universidades que assinam o trabalho: Friedrich Miescher Institute for Biomedical Research, Suíça; Department of Molecular & Cellular Biology, Harvard University, EUA; e Neurocentre Magendie, da França.
O estudo demonstra que é possível "apagar" memórias aversivas mexendo-se em moléculas da matriz extracelular. A matriz extracelular é uma estrutura que une as células dos animais e que é composta de colágeno, proteoglicanos, glicoproteínas e integrinas, essa massa que une as células têm sido demonstrada como importante para a plasticidade sináptica durante a adolescência e á idade adulta. Através de um fenômeno mnemônico chamado de extinção, os cientistas conseguem produzir uma nova memória que é capaz de inibir a memória aversiva inicial (veja o esquema). Em animais jovens foi demonstrado que quando ocorre o fenômeno da extinção (uma nova memória que inibe a expressão de outra) a memória original não volta a se expressar, sendo assim, ela é enfraquecida e logo depois apagada. A responsável por essa capacidade de apagar memórias seria a falta de estruturação da matriz extracelular, que nos pequenos está ainda se estruturando. A partir dessa observação os pesquisadores hipotetizaram se seria possível tornar a matriz extracelular “jovem outra vez” podendo assim apagar memórias traumáticas. A hipótese deles estava correta! Injetando uma droga que desestabiliza a matriz extracelular em uma região do cérebro relacionada com emoções e memórias aversivas (a amígdala) eles foram capazes de,em um rato adulto, repetir o mesmo fenômeno observado em animais jovens, isto é, apagar uma memória traumática.
Esse trabalho traz uma nova luz para o tratamento de doenças relacionadas a memórias negativas, como por exemplo, Transtorno do estresse pós-traumático e até mesmo à dependência química.
PARA SABER MAIS:
Wikipédia:
Transtorno do estresse pós-traumático
Science:
Perineuronal Nets Protect Fear Memories from Erasure
sexta-feira, 21 de Março de 2008
BDNF é essencial para manutenção de memórias de Longa Duração

Ratos foram treinados na tarefa de esquiva inibitória** (modelo clássico para o estudo de memória) e após o treino receberam infusão de anisomicina (ANI) - inibidor de síntese protéica - o que faz com que os animais não produzam nenhuma proteína e , consecutivamente, nao apresentam memória, visto que para a formação de uma memória a sintese protéica é necessária - conforme inúmeros trabalhos anteriores. A injeção concomitante de ANI com a molécula BDNF reverteu completamente o efeito amnésico da ANI em animais testados (momento da lembrança da tarefa) sete dias depois de dia do treino (aprendizagem da tarefa), no entanto a injeção de BDNF não reverteu a amnésia causada pela inibição da sintese protéica em animais testados 2 dias depois do treino.
O BDNF se mostrou necessário para manutenção de memórias duradouras e não para memória nao tão duradouras.
Em outro experiemento do mesmo trabalho os animais receberam dois treinos diferentes um mais forte (choque me 0,7mA) e outro mais fraco (choque de 0,4 mA). nesse caso os animais que nao rceberam BDNF esquecem logo da tarefa , em 4 dias, e os animais que receberam BDNF mantiveram a memória intacta por 7 dias, ou mais (o estudo nao explorou se a memória da tarefa persistiu por mais tempo ainda).
O estudo publicado na revista PNAS, traz mais uma grande contribuição para o entendimento da formação de memórias de longa duração e a molécula BDNF pode ser um alvo para o entendimento de doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.
Outros experimentos foram realizados pelo grupo e estão disponíveis no material complementar
da revista PNAS.
O parâmetro medido nesse tipo de experimento é o tempo de permanência na plataforma - local seguro livre de choque, entre os dias de treino vs. teste. Ou seja, se o animal permanecer mais tempo no dia do teste sobre a plataforma do que no dia do treino significa que houve o aprendizado da tarefa.
Wikipédia:
domingo, 17 de Fevereiro de 2008
Melatonina, peixes e memória

Ao tratar os animais com uma molécula Luzindole ou K-185 - bloqueadora do receptor de melatonina) os animais tiveram uma expressiva melhora na formação de memórias.
o uso da melatonina exógena em humanos alteraria os ritmos biológicos e diminui a eficiência do processamento de memórias no período do sono noturno.
Oliver Rawashdeh, Nancy Hernandez de Borsetti, Gregg Roman,* Gregory M. Cahill
Link para o artigo